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Construindo Afeições

Construindo Afeições

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Por: Wellington Balbo

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Comum algumas pessoas ao conhecerem alguém que instantaneamente surge afinidade imaginar que esta ligação é antiga remontando a

outras existências.Já vi várias vezes isso acontecer. Há uma espécie de entusiasmo, uma ligação que se faz com o seguinte cálculo: Conversa agradável + Ideias semelhantes = Amigo de existência pretérita. Parece que isso de certa forma as deixa mais próximas.

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É um amigo de outras épocas, dizem empolgadas com a semelhança das ideias. E colocam-se a imaginar quais as situações que já vivenciaram junto àquela alma recém apresentada pela vida.

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Quando o assunto vai para o lado do relacionamento romântico as coisas tendem a tomar uma proporção ainda maior: Encontrei minha alma gêmea, ou, a “tampa da panela”, exclamam os mais entusiasmados. Porém, vamos verificar se isso é uma regra, ou seja, se toda afinidade provém de ligação anterior, em fonte segura: a Doutrina Espírita.

 

O que diz o Espiritismo? É possível reencontrar almas que já conhecemos de outras existências? Obviamente que sim. Podemos, claro, reencontrar espíritos que já estiveram junto a nós. Todavia, tanto podem ser almas simpáticas como almas antipáticas. No entanto, vale considerar ponto importante: não é porque surgiu a afinidade automática e as ideias se encontraram que, necessariamente, já conhecemos de outras existências determinadas pessoas.

 

Não é bem assim que funciona e os Espíritos, quando indagados por Kardec na questão 387 de O livro dos Espíritos sobre se a simpatia vem sempre de uma existência anterior, responderam: “Não. Dois Espíritos que se compreendem procuram-se naturalmente, sem que necessariamente se tenham conhecido em encarnações passadas”.

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Pois bem. A resposta é bem clara e auxilia-nos a desmistificar essa questão de que se há afinidade é porque havia o conhecimento de outra existência. Nada disso. As almas afins, que vibram em sintonia semelhante procuram-se e encontram-se sem necessitarem terem se conhecido antes. Não há passaporte para a construção de novas amizades!

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O mais interessante disso tudo é a possibilidade de estarmos ampliando nossa família espiritual ao estabelecermos contatos com os mais diversos Espíritos que habitam o universo. Novas amizades, pessoas diferentes a nos estimular o desenvolvimento e o progresso...

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Prova da bondade de Deus que não nos deixa presos a determinado círculo de “conhecimento anterior”. Há sempre a oportunidade de, a partir de um momento de nossa existência construirmos novas afeições, o que, diga-se de passagem, é enriquecedor.

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Compreendemos, então, que a nossa família é a universal. A partir do momento em que formos evoluindo iremos gradativamente construindo amizade com todas as criaturas que a vida nos apresentar, sem, claro, a preocupação demasiada de ser ou não nosso amigo de existência anterior.

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Quanto maior nossa família espiritual mais a vontade nos sentiremos em nosso lar: O universo!

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**Artigo originalmente publicado em Jornal Momento Espírita, do CEAC Bauru.

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